Cuidado com suplementação de TRIPTOFANO

Atualizado: 24 de jul. de 2021

Atentos mais uma vez sobre auto suplementação!



O suplemento da vez é o #Triptofano.


Perdi a conta de quantas pessoas me perguntaram sobre esse #suplemento nos últimos meses e quantos já estavam tomando por conta própria. Diversos anúncios sobre seus efeitos positivos para quadros de #ansiedade, #insônia, #depressão, entre outros...

Não esperem que sites de suplementos e blogueiros te alertem sobre superdosagens e efeitos colaterais/interações.

Primeiro vamos entender o triptofano.


É um #aminoácido essencial, ou seja, precisa ser obtido pela alimentação e está presente em vários alimentos. Ele é substrato para a síntese de #serotonina (5-HT), no sistema nervoso central.

Pode ser convertido em #melatonina, hormônio sintetizado pela glândula pineal, relacionado à regulação do #sono.


Com o objetivo de reduzir ansiedade, melhorar o sono...muitas pessoas compraram sem prescrição, principalmente durante a pandemia.


O alerta é principalmente em relação a auto suplementação. Existe uma dosagem específica para cada quadro/queixa e dependendo do tipo de remédio que toma, não é indicado seu uso.

Já ouviu falar em #Síndrome #Serotoninérgica?


Essa síndrome resulta do aumento da atividade de serotonina no sistema nervoso central.

Pode resultar do uso terapêutico de alguns fármacos, superdosagens ou com MAIS FREQUÊNCIA por interações associadas ao uso de duas ou mais medicações com ação serotoninérgica.


Pode resultar em manifestações clínicas como: #ansiedade, #delírio, agitação, #hipertermia, #taquicardia, transpiração intensa, #hipertensão, espasmos, #tremores, vômitos, diarreia, mucosas secas...


ATENÇÃO REDOBRADA para quem usa fármacos que aumentam a serotonina:

  • IMAOs

  • Inibidores seletivos da recaptação de serotonina

  • Antidepressivos tricíclicos

  • Agonista do receptor da serotonina e dopamina


Confira abaixo alguns #fármacos que possuem ação #serotoninergica e que o uso associado de triptofano pode ser desaconselhável (eu disse "pode", cada caso deve ser avaliado individualmente).


Exemplos de fármacos:

#Fluoxetina (Prozac®, Daforin®...)

#Sertralina (Zoloft®, Assert®...)

#Paroxetina (Benepax®, Pondera®...)

#Citalopram (Celexa®, Cipramil®...)

#Escitalopram (Exodus®, Lexapro®...)

#Venlafaxina (Efexor®, Venforin®...)

#Amitriptilina (Amytril®, Tryptanol®...)

#Clomipramina (Clo®, Clomipran®...)

#Tranilcipromina (Parnate®...)

#Levodopa (Prolopa®)


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Paula Macieira, Nutricionista.

CRN19100704

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